
A Secretaria Municipal de Saúde anunciou medidas para reduzir a fila de espera de pacientes que aguardam consultas especializadas em Pará de Minas.
As ações que estão sendo preparadas foram divulgadas pelo secretário Luiz Lima e a referência técnica de Planejamento e Gestão em Saúde do município, Cristiane Paulino, durante o programa “Papo com Geraldo Rodrigues”.
No Ambulatório Médico de Especialidades (AME), a fila de espera chega a quase 20 mil pessoas, segundo dados da secretaria, considerando especialidades como ortopedia, neurologia, proctologia, entre outras.
De acordo com Cristiane Paulino, uma parte desse número corresponde a consultas de retorno. Ainda assim, a Prefeitura tem buscado alternativas para reduzir o tempo de espera.
Entre as ações em estudo, ela destacou a análise dos recursos disponíveis para ampliar a oferta de consultas e aumentar os valores pagos aos médicos, com o objetivo de atrair mais profissionais e ampliar a disponibilidade de atendimentos.
Outra iniciativa é a parceria com o grupo Feluma, da Faculdade de Ciências Médicas, em Belo Horizonte.
Através do projeto Saúde Digital, profissionais de saúde das Unidades Básicas de Saúde (UBS) conseguem fazer uma teleconsultoria com os especialistas dos Institutos Ciências Médicas de Minas Gerais, que têm até 48 horas para fornecer um diagnóstico inicial ou indicar um possível encaminhamento.
A estratégia contribui para ampliar a resolutividade dos atendimentos e qualificar a Rede de Atenção à Saúde (RAS).
Além disso, os médicos que atuam no AME estão reavaliando os pacientes que aguardam na fila, com o objetivo de reorganizar a ordem de prioridade dos casos.
De acordo com Luiz Lima, um dos fatores que contribuem para a manutenção das filas é o absenteísmo, caracterizado pela ausência de pacientes em consultas, exames ou procedimentos agendados.
Em 2025, o município registrou um índice de 15% de absenteísmo. Na prática, isso significa que, a cada dez pacientes com consultas agendadas, cerca de dois não compareciam aos atendimentos.
Em maio deste ano, dados apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde apontaram que, entre o fim de 2025 e o início de 2026, a rede municipal registrou um total de 18.455 faltas, considerando todas as categorias de atendimento em saúde.
Na época, no AME, as especialidades com os maiores índices de absenteísmo eram ortopedia, cardiologia e oftalmologia. Já entre as que registravam as menores taxas de faltas estavam gastroenterologia, hematologia e neurocirurgia.
Durante a entrevista, o secretário também destacou que, nos últimos seis meses, cerca de mil pacientes por mês deixaram de comparecer às consultas, contribuindo para a demora nos atendimentos. Segundo ele, a situação está sendo estudada para evitar que as faltas prejudiquem ainda mais o acesso de outros pacientes aos serviços de saúde.
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